In: Notícias
28 jan 2010Anos de chumbo está em exposição na estação de trem de São Leopoldo.
A mostra faz um retrospecto dos anos de ditadura militar
e da luta pela redemocratização fundindo relato histórico, jornalístico
e trechos de obras artísticas que remontam ao período.
Por Michele Torinelli, Agência FSM 10
Apesar de você
amanhã há de ser
outro dia
Trecho da canção Apesar de você, de Chico Buarque
Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito mal tempo talvez
Anos setenta não deu pra ti
E nos oitenta eu não vou me perder por aí
Trecho de Horizontes, canção de Nei Lisboa
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar
Trecho da canção O bêbado e a equlibrista, de João Bosco e Aldir Blanc
In: Vídeo
28 jan 2010O deputado federal do Uruguai pela Frente Ampla Carlos Baráibar fala sobre integração latino-americana e o papel do Fórum Social Mundial para a integração da esquerda.
In: Notícias
27 jan 2010Debates em São Leopoldo compartilham experiências e apontam perspectivas para a construção de um outro mundo
No contexto do Fórum Social Mundial, no qual diversas possibilidades de criação de alternativas se cruzam, reflexões de como integrar lutas complementares são inerentes. Atividades da Reunião Pública Mundial de Cultura e da Casa Cuba abordaram essa temática nesta tarde (27) em São Leopoldo.
Frente Ampla: unidade da esquerda uruguaia

Carlos Baráibar, Osvaldo Martinez e Marcel Frison em debate na Casa Cuba. A mediação ficou por conta de Ana Affonso, veradora de São Leopoldo pelo PT
Em todo o Uruguai, país que possui população equivalente a da Grande Porto Alegre, há mais de 700 comitês de base do FA. “Fazem parte dos comitês muitos cidadãos que não atuam em nenhum movimento específico, mas que compactuam com os princípios e com as práticas do FA. Abrigamos toda a esquerda, sem exclusões. Uma única vez discutiu-se a expulsão de um grupo e após seis meses de debate optou-se por mantê-lo”, conta.
“O segredo do FA é não querer eliminar as contradições – elas existem e devemos aprender a lidar com elas”, argumenta Raquel Diana, assessora da Secretaria de Cultura de Montevidéu que contribuiu com o debate. O compartilhamento da experiência do FA ocorreu em substituição à atividade com Emir Sader, que não pode comparecer.
Cuba, integração latino-americana e a superação do neoliberalismo

Militantes participaram do debate
Martinez fez um balanço entre o que seu país representa e seus desafios concretos. “Cuba está convertida no exemplo de que a utopia é possível, e de que se pode lutar por um mundo melhor apesar de todas as dificuldades. O país está pagando um alto preço por sua ousadia nos últimos 50 anos, por sua rebeldia ao domínio imperialista na América Latina. Cuba não é um país estático, é como qualquer outro organismo social: vivo, que precisa adaptar-se a novas realidades, e nesse processo com certeza estão os cubanos.”
Frison acredita que “somente será possível libertar Cuba de seu cerco com a unificação dos esforços latino-americanos na construção de uma sociedade cooperativa e solidária”. O militante petista apontou o que considera os principais desafios para a articulação da esquerda na América Latina, entre eles superar situações pré-capitalistas, presentes em grande parte do nosso continente, rumo a uma situação transformadora. “Precisamos consolidar uma experiência alternativa de caráter socialista, uma possibilidade de articulação sem esquecer nossas diferenças – construir uma vértebra comum de enfrentamento dos setores conservadores do nosso continente.”
por Michele Torinelli, da Agência FSM10
In: Notícias
27 jan 2010
Hoje, terceiro dia do Fórum Social Mundial, aconteceu, no segundo andar da Usina do Gasômetro, uma mesa sobre Bens Comuns. Entre os convidados, que tinham apenas 15 minutos para explanação inicial, estava Patrick Mooney, da Universidade de Kwa Zulu-Natal, na África do Sul.
O canadense falou sobre como o setor público tem sido influenciado pelo mercado. Afirmou que o discurso lucrativo busca ”encontrar uma maneira de controlar a biomassa para que ela seja mais produtiva.’‘ Para Patrick, a solução encontrada para os graves problemas ambientais são as novas tecnologias que utilizam a biologia e a modificação genética como base.
Sua contestação é em relação à G-engenharia, ou seja, a engenharia genética que, de acordo com ele, em larga escala, representa um perigo. A principal preocupação é a transformação artificial da biomassa, visando o lucro de grandes empresas e Estados, mas que simbolizam uma advertência para a modificação de espécies in natura.
Patrick afirmou que nosso futuro é a biopirataria que, conforme sua explanação, já ocorre em terras paulistas com a cana-de-açúcar.
Para saber mais sobre sua organização, clique no link abaixo: http://www.etcgroup.org/es/principal
Júlia Schnorr
(colaboradora Agência FSM 10)
In: Notícias
27 jan 2010 
Milhares de pessoas foram ao Gigantinho – anexo ao estádio Beira Rio – na tarde de terça-feira, segundo dia de atividades do Fórum Social Mundial, com a intenção de ouvir, ou simplesmente conhecer ao vivo, o pronunciamento do presidente do Brasil. Presente no FSM pela quarta vez, essa foi sua última fala como presidente, o que fez do evento intitulado ”Diálogos com o presidente Lula” um balanço sobre seus dois últimos mandatos.
Ao lado do presidente brasileiro, estava a uruguaia Lilian Celiberti, representante da Articulación Feminista de seu país, assim como tinha a presença de Candido Grzybowsk e Artur Henrique, esse último representando a CUT. Os três realizaram perguntas ao Lula, que falou por menos de uma hora.
A fala de Lilian foi, fora a do presidente, a de maior duração e teve grande receptividade do público. A uruguaia contou que, durante o período militar, foi sequestrada em Porto Alegre devido a sua militância no Uruguai e agradeceu aos gaúchos que a ajudaram nesse período. Lilian também explanou sobre a democracia e afirmou que o papel dos movimentos sociais é concretizar essa forma de governo. Foi enfática ao dizer que sem os movimentos sociais e populares, a democracia seria uma ”tumba de palavras”.
Após as perguntas dos três participantes, Lula falou sobre o prêmio que iria receber em Davos, como Estadista do Ano, e afirmou que isso era uma afirmação do seu potencial governativo que, no início do seu primeiro mandato, foi bastante criticado. Relembrou seu passado como torneiro mecânico; explanou sobre a questão do Haiti e do continente africano, assim como explicou a modificação do Brasil de devedor para credor perante o FMI.
Por volta das 22 horas, Lula afirmou que seu vigor é o mesmo que teve em sua primeira participação no FSM, em 2003. Terminou afirmando que a África é nosso continente mãe e que por isso discutiu a criação e consolidação de políticas públicas para seus descendentes.

Ao terminar sua fala, o presidente Lula foi ovacionado pelo público que pode ter chegado a 8 mil pessoas. Há estimativas de 10 mil presentes, entretanto a organização do Gigantinho não divulgou o número exato.
Júlia Schnorr
(Colaboradora da Agência FSM 10)
In: Notícias
27 jan 2010Segue a programação cultural em São Leopoldo. Hoje, na Praça 20 de Setembro , apresentam-se Luciano Alves (conheça seu trabalho em http://www.myspace.com/lucianoalves as 19h e 30 , logo em seguida , sobe ao palco Pedro Munhoz, violeiro gaúcho (http://www.pedromunhoz.mus.br/), seguido por Zé Martins e Grupo Tempero Verde.
A partir das 21h , é a vez de músicos uruguaios, com os shows de Daniel Viglietti e Murga Agarrate Catalina.
In: Vídeo
27 jan 2010Um dos convidados do FSM São Leopoldo é o inglês David Harvey. Geógrafo Marxista, fala sobre os caminhos e desafios do Fórum Social Mundial e das mudanças sentidas nessa edição.
por francele cocco , equipe agencia FSM 10
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27 jan 2010
Ministro Interino da Cultura
Uma das primeiras mesas na programação do Fórum Social Mundial em São Leopoldo – grande Porto Alegre RS – foi a II Reunião Pública Mundial da Cultura. Assim que a mesa foi aberta foi feito 1 minuto de silêncio em homenagem às vítimas do Haiti. Uma leitura foi feita em defesa aos 5 antiterroristas cubanos – Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González – que se encontram presos há 11 anos nos Estados Unidos (http://edisonpuente.blogspot.com/2010/01/antiterroristas-cubanos-agradecem.html).
Estavam presentes representantes das embaixadas ou departamentos de cultura de Cuba, de Angola e do Chile.
Sob o tema da Agenda 21 da Cultura (http://blogs.cultura.gov.br/cnc/2009/07/02/agenda-21/), o Ministro Interino de Cultura do Brasil, Alfredo Manevy, fez um discurso reflexivo e panorâmico sobre os avanços do setor cultural e do próprio MinC, que teve ampliação orçamentária de 1,6 bilhões de reais em 2009 para 2,2 bilhões em 2010. Aumentando em 60% o orçamento federal pra cultura, o MinC chega ao esperado 1% convencionado pela UNESCO como mínimo para a “dignidade para a cultura”.
O setor cultural mundial vive os reflexos da Convenção da Diversidade Cultural da UNESCO. O Brasil, por intuição estratégica, afirma-se mais como núcleo diverso, constituído em sua identidade através da multiplicidade de expressões culturais. O MinC vem exercitando a democracia, na medida que dialoga com todas as instâncias possíveis de pensamento. Trabalha a convergência digital e tecnológica, empodera a participação social. Já que a realização não prevê receita, vamos acreditar na ampliação do orçamento público, fortalecer nossas redes de agentes culturais, potencializar a produção independente organizada, acreditar sempre na juventude.
por Frederico Furtado, equipe agência FSM10
Entre os debates da II Reunião Pública Mundial da Cultura está os desafios dos Conselhos de Cultura para a consolidação das políticas culturais. A mesa avaliou a atuação dos conselhos de cultura e de outros organismos de representação civil. O secretário geral do Conselho Nacional de Política Cutural (CNPC), Gustavo Vidigal, destacou o papel da participação social na definição das políticas públicas. Para ele, esse é o grande marco, já que os conselhos dialogam com todos pos campos da cultura e são um elo de comunicação entre municípios e governo federal. Vidigal falou da relevância dos Planos nacionais, estaduais e municipais de cultura, do Fundo Nacional de Cultura, do Vale Cultura e da lei Rouanet.
O presidente do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais (CONECTA), Osvaldo Viegas, falou dos desafios dos Conselhos de Cultura e salientou a importância de se discutir esse tema no FSM.
Entrevista realizada durante a II Reunião Mundial da Cultura.
Por Neli Mombelli, Agência FSM 10
In: Notícias
26 jan 2010“MMM”, assim é conhecido o movimento internacional contra a pobreza e contra às situações de violência sofridas pelas mulheres, que organizam desde o ano 2000, a Marcha Mundial das Mulheres. Em ações estratégicas locais, mulheres representantes do movimento organizam-se em diversos espaços onde o FSM 2010 acontece em cidades da Grande Porte Alegre.
10 anos de Fórum Social Mundial.
No Acampamento Intercontinental da Juventude, sediado em Lomba Grande, Nova Hamburgo, as representantes Sharon e Camile reuniram-se em roda com outras mulheres de diversos lugares do Brasil e da América Latina como uma ação preparativa para as ações de Março, no país. Contaram com a presença da Cléris (organização do FSM) e da Secretária Municipal de Cultura de Nova Hamburgo, Anita Lucas de Oliveira, uma millitante local desde a primeira marcha. Anita veio prestar sua solidariedade à todas as mulheres, além de comunicar os eventos que estarão ocorrendo na Grande Porto Alegre. Dentre estes, uma plenária ocorrerá em Gravataí, amanhã 27.
Um ônibus sairá às 13h do AIJ conduzindo às mulheres para este encontro. Estarão presentes companheiras representantes do Comitê MMM Nacional e do Comitê MMM da África.
Uma companheira da Bolívia fez sua saudação de solidariedade à todas as mulheres e trouxe o pedido para a sensiblização e participação política das mulheres brasileiras quanto à situação das mulheres em países e lugares em situações de guerra “onde o corpo das mulheres torna-se o alvo constante de diversas violências”, afirmou a companheira colombiana.
Em 2010, no Brasil a marcha irá percorrer diversos quilomêtros de Campinas à São Paulo, do dia 8 ao dia 18 de Março. As marchas ocorrerão todos os dias pela manhã, com paradas para os momentos de alimentação e oficinas de formação política durante as tardes. Será a Terceira Ação Internacional da Marcha das Mulheres no Brasil com quatro eixos principais de discussões: a autonomia econômica, violência contra a mulher, paz e desmilitarização, bens comuns e serviços públicos. Os encontros durante o FSM 2010 são ações preparatórias politizadas para a Marcha Mundial de Março.
A Marcha Mundial das Mulheres teve origem em 1999 no Canadá e chamou-se “Marcha Pão e Rosa Contra a Pobreza e à Violência”. No ano 2000, a marcha tornou-se um movimento mundial com aderência de diversos países com o lema: “2000 motivos para marchar contra a violência”.
O principal debate proposto pelas mulheres militantes do MMM é pela igualdade de direitos das mulheres e pelo fim da violência. Suas bandeiras são erguidas desde a discussão para que os homens também se ocupem nos cuidados dos bebês e nos cuidados domésticos, trazendo o debate do feminismo para a questão econômica, onde o trabalho doméstico ou “a mão de obra das mulheres” é invizibilizado economicamente como um fato cultural estabelecido há milênios em diferentes sociedades, porém bastante agravado na sociedade capitalista-industrial.
Todos as questões que envolvem as mulheres são contempladas: as questões relativas ao aborto, ao uso do corpo da mulher como mercadoria, a feminilização da aids (agravado com a submissão das mulheres às atitudes servis aos seus maridos), às questões dos salários e direitos trabalhistas, ao reconhecimento dos direitos das mulheres camponesas ou contra as discriminações às mulheres negras e pela afirmação da economia solidária como combate à pobreza e ao capitalismo.
Gilberto Manea, Coletivo Soylocoporti, direto da Produtora Cultural Colaborativa – Aldeia da Paz – AIJ FSM 2010. Fotos Layana Lossë.
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