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1 fev 2010Vídeo da marcha de abertura do FSM – 10 anos, produzido em parceria com a Produtora Cultural Colaborativa – Aldeia da Paz.
Durante 17 anos Tonho Crocco, vocalista e compositor, trabalhou com a banda gaúcha Ultramen. No ano passado, Tonho começou a trabalhar com um novo grupo. Foi com essas músicas novas e covers, como o de Lupicídio Rodrigues, que a banda agitou a galera no penúltimo dia do FSM10, dia 28.01, na Praça 20 de Setembro (Casa Cuba). Abaixo, confira a entrevista realizada com Tonho antes desse show sobre o FSM10, sua descentralização e a integração dos músicos latino-americanos na Casa Cuba, em São Leo.
Por Júlia Schnorr (colaboradora da Agência FSM10)
O secretário municipal de cultura de São Leopoldo, coordenador da II Reunião Pública Mundial da Cultura faz uma avaliação sobre o FSM 10 e sobre os debates realizados durante toda a semana no Teatro Municipal.
Neli Mombelli, Agência FSM 10
O diretor da Ancine (Agência Nacional de Cinema, Glauber Piva, falou no FSM a respeito do novo projeto que deve ser lançado em março deste ano. O projeto objetiva diversificar, descentralizar e expandir a oferta de serviços audiovisuais para a população brasileira por meio da ampliação e digitalização do parque exibidor de cinema.
A ideia é facilitar o acesso da população ao cinema, principalmente, nos bairros e periferias de médias e grandes cidades. Para tal, será implantada, até 2013, 600 novas salas no país.
Neli Mombelli, Agência FSM 10
O tema das discussões na Câmara de Vereadores de São Leopoldo nesta quinta foi a criminalização dos movimentos sociais no Brasil. Os debatedores fizeram uma retomada do histórico dos movimentos sociais e apresentaram a atual situação dos mesmos hoje. Entre os principais aspectos debatidos foram a repressão por parte do ministério público e da polícia, e a não abertura dos meios de comunicação na divulgação e legitimação dos movimentos. O secretátio adjunto da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, disse que é fundamental reagir e reconhecer a luta pelos direitos humanos. Ele salientou as ações da Secretaria que vão ao encontro dessas questões e e acrescentou: “ o diálogo da sociedade civil com o poder público em todas as instâncias é imprescendível para se criar uma rede de direitos humanos viva e articulada”.
Neli Mombelli, Agência FSM 10
4° Seminário de Políticas Sociais
O Seminário contou com a presença do sociólogo da Universidade de Coimbra, Boaventura de Souza Santos, e com a senadora do Acre, Marina Silva. O tema foi o papel público das Políticas na garantia dos direitos sociais.
Boaventura disse que a próxima década não será de globalização, e sim, de regionalismos. Um exemplo é a ideia de se ter uma moeda única na América Latina. Na sua fala, também destacou que vivemos, sobretudo, um debate civilizatório e que as políticas sociais devem ser políticas econômicas e ambientais, para que possam ocupar o centro das discussões. Ainda, sem a pretensão de prever o futuro, o sociólogo disse que a década passada foi muito auspiciosa, que conquistou-se muitas coisas, mas que da forma que tudo se configura hoje, a próxima década será mais difícil, irá exigir mais esforços para se obter resultados na garantia dos direitos sociais. E finalizou dizendo que “a democracia deve ser um processo de democratização da própria democracia”.
A senadora Marina Silva falou de sua experiência enquanto ministra do Meio Ambiente no governo Lula, cargo que ocupou por 5 anos. Ainda enfatizou a importância de se ter uma visão antecipatória, papel desenvolvido pelo Fórum Social Mundial, segundo ela. Marina também fez referência aos índios. Disse que não somos capazes de estabelecer a troca. Que não aceitamos o diferente. São ideias e valores diferentes que divergem dos nossos e citou a canção de Caetano para complementar: “é que Narciso acha feio o que não é espelho”. A senadora disse que outro mundo é possível, e que somos nós que o construímos. Na coletiva de imprensa falou da diferença entre políticas públicas no ambiente político e no ambiente social.
Neli Mombelli, Agência FSM 10
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29 jan 2010
No dia do aniversário do cubano José Martí, houve, na Casa Cuba, uma mesa com patriotas do revolucionário que analisaram o bloqueio norte-americano perante Cuba, assim como contaram como se deu o processo de prisão de cinco cubanos no final do śeculo XX em Miami. A mesa era composta por Lídia Guevara, Olga Arango (familiar dos 5 presos nos EUA), Carlos Miguel e Oswaldo Martinez.
A jurista Lídia Guevara trabalhou sobre o conceito de terrorismo. Para ela, o terrorismo não começou com os ataques às Torres Gêmeas, em 2001, e sim com o racismo, com a supremacia branca e com as ditaduras civis-militares que a América Latina enfrentou na metade do século passado. Citando as mulheres da Praça de Maio, afirma que seus filhos foram considerados terroristas pelo governo da época, entretanto, de acordo com Guevara, eles apenas lutavam por um mundo melhor que, em suas palavras, ‘’sempre é possível”.

A esposa de um dos cinco cubanos presos em 1998, Olga, quando estavam em Miami (EUA), deu seu testemunho sobre a prisão e o tratamento que receberam no ato da prisão e nos anos de cárcere. De acordo com ela, houve violação de direitos e negação de direito de visita inúmeras vezes. Sua família ficou quase trinta meses sem ver seu marido, ou seja, até o ano 2000. Sua espera, entretanto, ”não é em silêncio, chorando em casa.”
O motivo da prisão, por conspiração, foi trabalhado por Carlos Miguel. Afirma que os cinco cubanos foram presos como terroristas em anti-ação terrorista norte-americana.
Sobre o bloqueio dos EUA à Cuba, Osvaldo Martinez afirma que em 1959, quando se deu a sanção, Cuba sofria um processo revolucionário, mas sem intenção declaradas sobre sua posição comunista. O bloqueio, em 2009, comemorou 50 anos e, de acordo com o cubano, não há registro histórico de bloqueio tão longo e extremo.
Perante o novo governo dos EUA, Martinez afirma que a ”figura desagradável de George Bush foi trocada pelo sorriso amável do afro-descendente Barack Obama.” Atualmente não se pode comprar ou usar mercadorias dos EUA, assim como não há turismo de americanos na ilha cubana e nem o uso, nas relações internacionais, do dollar.
A mesa cubana da tarde de ontem, dia 28 e penúltimo dia do FSM10, contou também com apresentações musicais de cubanos e argentinos.
Por Júlia Schnorr
(Colaboradora Agência FSM10)
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28 jan 2010
A mesa foi aberta por Joãozinho Ribeiro, coordenador nacional da conferência. Temos o esclarecimento neste momento da evolução em prol de um Plano Nacional para a Cultura, que passou por conferências municipais e estaduais. Como estamos nos preparativos para a 2ª conferência, devemos pesquisar na memória a primeira. A conferência de 2009 teve 1.192 municípios participantes do processo. Em 2010 contamos com 2.992 municípios, um crescimento de aproximadamente 190%. As conferências estaduais elegeram 743 delegados para concluírem esta etapa do processo em Brasília, nos dias 11 a 14 de março.
Através de construção democrática, rumamos para a conclusão de uma política pública para a cultura, uma política de Estado e não de governo, com meta de ação para 10 anos, transversal a 3 governos, gerando continuidade de médio prazo intrínseca, sedimentando conclusões das discussões históricas. Não é salvação para a cultura, a cultura ou o setor cultural não buscam salvação, buscam a realização de um plano para seu desenvolvimento coerente, socialmente justo, diverso e democrático.
“Os processos democráticos podem ser lentos, cansativos e algumas vezes até agressivos, mas não matam. Eu vivi os anos de chumbo. A ditadura tortura, exila, mata.” – Joãozinho
João Roberto Peixe, coordenador do Sistema Nacional de Cultura do MinC, frisou a construção do sistema como de baixo para cima, com a política voltada para a sociedade sendo vista em conjunto, não em parcelas ou camadas.

Dentre os grandes desafios listados estão: 1) converter políticas públicas em políticas de estado; 2) criar estrutura para a realização; 3) inter-relação fluente entre municípios, estados e união. A cultura política brasileira é de descontinuidade, competição intra e inter partidos. O momento atual é da diversidade, complementaridade, a sociedade precisa estar ciente dos princípios adotados, avaliar e fiscalizar os trabalhos.
Precisamos de:
- órgãos de cultura (secretarias, fundações);
- conselhos de política cultural estaduais e municipais;
- orçamento;
- recursos humanos e físicos.
por Frederico Furtado, agência fsm10
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28 jan 2010Os últimos músicos estão passando som na Praça 20 de setembro, em São Leopoldo, mais conhecida como ”praça da biblioteca”, para logo mais acontecer as apresentações musicais de Melomaníacos, da cidade do Vale dos Sinos que é uma dos municípios sedes do FSM10, Realidade Paralela (POA), Tonho Crocco (POA) e Obsesión, que veio de Cuba para tocar o ritmo latino reggaetón.
Confira os myspaces das bandas: http://www.myspace.com/realidadeparalelars
http://www.myspace.com/melomaniacos
http://www.myspace.com/tonhocrocco
4°Seminário de Políticas Sociais
As Políticas Sociais e sua expressão nas realidades contemporâneas foi o assunto abordado pelo representante do Instituto Polis e do Le Monde Diplomatique, Silvio Caccia Bava. Para ele, uma das exigências do tempo presente são novas políticas para assegurar direitos. E junto disso é preciso reconhecer e legitimar os grupos sociais, valorizar o espaço público como lugar de negociação de conflitos, além de conhecer as demandas dos sujeitos. Silvio acredita que deve haver um novo pacto social, isto é, uma declaração universal dos direitos da cidadania, onde se possa afirmar direitos universais para todos os povos para que todos os governos subscrevam e se comprometam. Confira a entrevista, onde ele fala do papel do estado na garantia dos direirtos sociais.
Neli Mombelli, Agência FSM10
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